EXEGESE/COMENTÁRIO/INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS BÍBLICOS

EXEGESE DE VÁRIOS TEXTOS BÍBLICOS PELO PROFESSOR RAFAEL E ALUNOS/ Apostila de Exegese

As exegeses apresentadas nesta página foram elaboradas de acordo com o LIVRO DE HERMENÊUTICA  que se encontra neste BLOG.

La exégesis mostrados en esta página han sido preparados de acuerdo con el Libro de HERMENÉUTICA se encuentran en este BLOG.

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NOTA: O PROFESSOR RAFAEL NOGUEIRA DE ALMEIDA TEM DISPONIBILIDADE, EM FINAIS DE SEMANA, PARA MINISTRAR O CURSO DE EXEGESE NO ESTADO DE MINAS GERAIS - BRASIL. O CONTATO DEVE SER FEITO NOVENTA DIAS DE ANTECEDÊNCIA  ATRAVÉS DO EMAIL: vestibulardabiblia@yahoo.com.br


Palavras-chave: Interpretação de textos bíblicos; Exegese; Hermenêutica; Regras de Interpretação da Bíblia; Contextos de um texto bíblico; Contexto histórico-geográfico-cultural de um texto bíblico; Cristocentrismo Bíblico;
Contexto fenomenológico de um texto bíblico; classificação literária de um texto bíblico.

Keywords: Interpretation of biblical texts; Exegesis, Hermeneutics; Rules of Interpretation of the Bible; Contexts of a biblical text, context-geographical-cultural history of a biblical text; Christocentrism Bible; Phenomenological context of a biblical text; literary classification of a biblical text.

Palabras clave: Interpretación de textos bíblicos; exégesis, hermenéutica, reglas de interpretación de la Biblia; Contextos de un texto bíblico, al contexto geográfico-cultural historia de un texto bíblico; cristocentrismo Biblia;Contexto fenomenológico de un texto bíblico, clasificación literaria de un texto bíblico.

Ключевые слова: интерпретация библейских текстов, экзегезы, герменевтики, правила толкования Библии; контексты библейский текст, контекст-географических-культурной историей библейского текста; христоцентризм Библии; феноменологической контексте библейского текста, литературный классификации библейский текст.



EXEGESE DE JOÃO 3.16

TEXTO: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho Unigênito, para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16).

1. Introdução


Regra 1 - A Bíblia interpretada por ela mesma - análise do contexto bíblico geral, mediato, imediato e do texto.

a) contexto bíblico geral

O texto fala do grande amor de Deus pela humanidade dando o seu Filho para a salvação do homens. O amor de Deus está presente nas Escrituras desde o Gênesis até o Apocalipse. Ele é como um fio de ouro que une toda a Revelação Escrita de Deus aos homens.

Foi por amor que Deus gerou o mundo vivo. Foi por amor que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Foi por amor que Deus criou uma adjutora para o homem.
E este amor é revelado pelo "Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo." (Ap 13.8). A morte de Jesus para salvação do que crê aconteceu na "plenitude dos tempos" (Gl 4.4), mas a provisão de Deus é mais antiga e Ele somente aguardava o momento certo para revelar todo o seu amor pela humanidade perdida através do advento, ministério, morte e ressurreição de seu filho Jesus.

Enviar seu Filho ao mundo é a prova do amor sacrificial de Deus. A Bíblia diz expressamente que "achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz." (Fp 2.8). O amor de Deus precisava ser realmente muito grande pelos homens para que pudesse pagar um preço tão alto pela redenção deles.


"Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado." (1Pe 1.18-19).


Adão em parceria com Satanás introduziu o pecado no mundo pela desobediência aos princípios divinos. Jesus o homem perfeito veio para anular o efeito da desobediência destruindo o poder do pecado.

No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. (Rm 5.14-21).

Os homens de Deus do Antigo Testamento viram a sombra da redenção da humanidade através dos sacrifícios oferecidos de tempo em tempo para justificar precariamente o homem conforme a Lei de Moisés e isso já demonstrava o amor de Deus que aliviava através de sangue de animais, a consciência daqueles que pecavam antes da manifestação de seu Filho.
Assim fará expiação pelo santo santuário; também fará expiação pela tenda da congregação e pelo altar; semelhantemente fará expiação pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação. E isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação pelos filhos de Israel de todos os seus pecados, uma vez no ano. E fez Arão como o SENHOR ordenara a Moisés. (Lv 16.33-34).

O sacrifício do Filho de Deus, na plenitude dos tempos, encerra um período preparatório de revelação especial,

"Porque povo santo és ao SENHOR teu Deus; o SENHOR teu Deus te escolheu, para que lhe fosses o seu povo especial, de todos os povos que há sobre a terra." (Dt 7.6)
quebra a barreira de separação do templo e reúne todos os povos sob o imenso amor de Deus.

Naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. (Ef 2.12-16).

b) contexto mediato

O escritor do texto é o apóstolo João. Ele é o evangelista que apresenta a Jesus como o Filho de Deus. João é conhecido pelos estudiosos de teologia como o "apóstolo do amor". Ele refere a si mesmo como sendo o "discípulo a quem Ele amava" (Jo 19.26), repete a palavra amor 30 vezes em seus escritos, doze vezes das quais, somente em sua primeira Epístola. Apenas em Jo 15.9, a palavra amor e derivados aparece três vezes: "Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor."

João gozava de uma grande intimidade com Jesus, fazia parte do seu círculo mais íntimo de amizades e foi aquele a quem Jesus confiou sua mãe Maria, quando estava pendurado no madeiro. João foi ainda o último Apóstolo a falecer. Viveu quase cem anos conforme escritos antigos.

João é o único evangelista a consignar o encontro de Jesus com Nicodemos em um de seus livros.

Nicodemos aparece em mais duas vezes no Evangelho de João: Primeiro, defendendo a Jesus diante dos judeus:

“Nicodemos, um deles, que antes fora ter com Jesus, perguntou-lhes: A nossa lei, porventura, julga um homem sem primeiro ouvi-lo e ter conhecimento do que ele faz?” (Jo 7.50).

Depois, juntamente com José de Arimatéia, por ocasião do sepultamento de Jesus:

“E Nicodemos, aquele que anteriormente viera ter com Jesus de noite, foi também, levando cerca de cem libras duma mistura de mirra e aloés. Tomaram, pois, o corpo de Jesus, e o envolveram em panos de linho com as especiarias, como os judeus costumavam fazer na preparação para a sepultura. No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim, e nesse jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda havia sido posto. Ali, pois, por ser a véspera do sábado dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro, puseram a Jesus.” (Jo 19.39-42).

A palavra mundo também muito usada por João em seus escritos e com seus variados significados. Com o significado de humanidade como em Jo 3.16, citamos alguns:

Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. ( Jo 9.5)
Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis. Jo 14.19
E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. (Jo 16.11)
E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. (1Jo 2.2).
Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo. ( 2Jo 1.7).
E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. (Ap 12.9).

Este é o mundo (humanidade) de João, onde Jesus é a luz e a propiciação, satanás é o príncipe e ao mesmo tempo o enganador, que possui muitos enganadores.

c) contexto imediato

No final do capítulo 2 do livro de João, vimos que Jesus está em Jerusalém onde diz aos judeus para derribarem o templo (seu corpo) e Ele o reedificaria em três dias (simbolizando a sua morte e ressurreição), o que os judeus não entenderam, pensando que Jesus falava do templo de Jerusalém.

No início do capítulo 3, Nicodemos, "mestre de Israel" (Jo 3.10) procura a Jesus, reconhecendo Nele um "mestre, vindo de Deus" (Jo 3.2) e mostra-se interessado em conhecer a mensagem de Jesus. A princípio, Nicodemos tem dificuldade para entender o que Jesus fala mas, em seguida, Jesus explica pacientemente sobre o caminho para se entrar no "reino de Deus". (Jo 3.5).
Neste contexto Jesus diz palavras maravilhosas a Nicodemos e entre elas, o texto em análise, que tornou-se como um resumo de toda a bíblia.

"Depois disto foi Jesus com os seus discípulos para a terra da Judéia; e estava ali com eles, e batizava." (João 3.22).


2. Desenvolvimento (Regras 2 a 10)

Regra 2 - Tenha sempre em mente o Assunto Central das Escrituras.

No texto em análise, vemos a disposição de Jesus em evangelizar tanto sábios quanto a ignorantes. Uma certa vez Jesus mandou dizer a João Batista: "Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho." (Mt 11.5). No texto em estudo vemos o modo como o Filho de Deus não faz acepção de pessoas. Ele veio para salvar os "humildes de espírito" (Mt 5.3) sejam eles ricos ou pobres. Nicodemos era um príncipe dos judeus e, no entanto, Jesus se prontificou a ouvi-lo. Ele tinha sede e encontrou em Jesus a fonte que sacia toda a sede.

Jesus é o amor de Deus revelado à humanidade e não se furta da alma contrita e necessitada. Ele é ao mesmo tempo misericordioso e poderoso o bastante para, através de seu sacrifício substitutivo na cruz do calvário salvar todo aquele que dele se aproxima em busca da salvação.

O "Filho Unigênito", ofertado em sacrifício na cruz, é o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29). Ele é o que "estava como Deus" (Jo 1.1) e foi enviado com a missão de conceder a vida eterna aos homens. Ele não é como os homens que vêem as coisas sob uma sombra porque tudo está claro e evidente para Ele. Ele veio do Pai e retornaria ao Pai, assim que consumasse a sua obra.

Jesus é o único alvo de fé eficaz: "Para que todo o que nele crê ... tenha a vida eterna". Em Jesus a graça salvadora opera pela fé no seu nome. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." (Ef 2.8). O sacrifício de Jesus torna o reino de Deus acessível ao homem que crê Nele. É por isso que ele se auto denomina "O Caminho" (Jo 14.6) pelo qual o homem vai ao Pai.


Regra 3 - Tome consciência do contexto histórico-cultural-geográfico.

O momento histórico em que o texto ocorre é o mais significativo para a humanidade. Deus enviara seu Filho ao mundo, judeu, entre os judeus, para salvar a todas as nações. "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei." (.Gl 4.4).

A cultura e língua grega estava espalhada por todo o mundo como influência do império grego. Estava aberto um caminho de comunicação oral e escrita para evangelho através do grego. O Novo Testamento foi praticamente todo escrito em grego. Roma, que agora dominava politicamente, havia conquistado a chamada pax romana que possibilitaria longas viagens por terra e mar sem que os viajantes fossem importunados por bandidos. Deus estava trabalhando entre as nações para que o evangelho tivesse o máximo de alcance.


Regra 4 - Procure reconhecer a forma literária do texto.

O texto consiste de um trecho da biografia de Jesus, em forma de narrativa, no qual ele ensina a maior de todas as verdades a um príncipe dos judeus que se chamava Nicodemos. Desse modo podemos afirmar que o texto é biográfico/ doutrinário.

Aqui encontramos a forma literária mista, o que é bastante comum nas Escrituras Sagradas.


Regra 5 - Localize o texto numa das Dispensações Bíblicas.

Essa passagem se localiza em plena transição da Dispensação da Lei para a Dispensação da Graça. Essa seria inaugurada com a descida do Espírito Santo após a ressurreição de Jesus e aquela dava seus últimos suspiros: “ Pois todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça. Porque a lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer.” (Jo 1.15-17).

Toda mudança provoca as mais variadas reações humanas e é neste período convulsivo que se dá esse texto, assim como todo o Evangelho. Mas são também, historicamente, nesses momentos de grande comoção social que surgem os maiores feitos humanos, tanto negativos como positivos.


Regra 6 - Considere o texto sob a ótica do povo a quem se destina.

Apesar de estar sendo dirigido a um judeu, o texto é de aplicação geral e intemporal pois trata da maior expressão da graça e do amor de Deus a todos os homens, que é salvação por meio de Jesus Cristo.


Regra 7 – Analise a postura espiritual dos destinatários do texto.

Nicodemos, a quem primeiro se destina o texto, era um judeu que, como a maioria dos seus conterrâneos não entendiam o momento pelo qual Israel estava passando. O momento era grande demais para um povo que praticava uma religião nominal, eles sequer compreendia as profecias exaradas em seu próprio manual de fé que era o antigo testamento.

Havia contudo no coração de Nicodemos uma centelha de fé que é demonstrada quando afirma: "sabemos que és mestre vindo de Deus". Embora ele ainda não reconhecesse em Jesus o messias prometido a Israel, acreditava que Jesus vinha da parte de Deus. A atitude de Nicodemos foi suficiente para que Jesus se revelasse a Ele.

Nicodemos entrava para história naquele momento como o homem que teve o privilégio de ouvir diretamente de Jesus aquilo que elegemos como o “texto áureo” da Bíblia. Entrementes, outros contemporâneos de Nicodemos se preparavam para entrar para a história como os protagonistas do maior escândalo que a humanidade já conheceu: a crucificação de Cristo.



Regra 8 - Analise os personagens do texto em estudo.

Nicodemos, cujo nome significa “conquistador do povo”, era um fariseu e líder dos judeus. Ele tomou a iniciativa do encontro com Jesus. Ele procurou a Jesus. Ele inicia o diálogo com elogios. Ele reconhece em Jesus um mestre vindo de Deus. Ele reconhece que os sinais feitos por Jesus são verdadeiros. Ele não Ele não compreende a princípio o que Jesus diz.

Nicodemos, cujo nome significa “vencedor do povo”, era um importante fariseu, um dos três homens mais ricos de Jerusalém. É possível que se trate da mesma pessoa da qual o estudioso David Flüsser encontrou indícios nas fontes rabínicas, que o definem como “o filho de Gorion”. Teria morrido durante a guerra judaico-romana do ano 70, depois que os zelotes saquearam as suas propriedades. Nos Evangelhos, só fala dele o discípulo predileto, João, que provavelmente estava presente naquele primeiro encontro, quando Nicodemos quis conhecer Jesus e interrogá-lo, depois de ter ficado impressionado com o que ele dizia e fazia.
A sua condição social e a sua formação intelectual farisaica lhe haviam aconselhado uma certa reserva em relação ao interlocutor, e por isso decidira ver o Nazareno de noite, longe dos olhares indiscretos, na penumbra iluminada por uma lamparina. O colóquio é longo, talvez tenha durado a noite toda, embora o evangelista nos tenha relatado somente as passagens mais importantes. (Revista Passos Litterae Comumnions – nº 32).


Jesus ensina a Nicodemos sobre o novo nascimento. Jesus repreende a Nicodemos por não compreender o seu ensino. Jesus explica mais detalhadamente o novo nascimento para Nicodemos. Jesus fala sobre a salvação e sobre a condenação eterna para Nicodemos.


Regra 9 – Descubra o objetivo do texto.


O texto analisado tem como objetivo revelar a todos quantos o venham ler e ouvir o imenso amor de Deus pela humanidade ao dar o seu Filho Unigênito num sacrifício cruento anular o poder do pecado e conceder a vida eterna a todo o que crer nesta verdade.

Regra 10 – Verifique se há algum aspecto fenomenológico que dificulte a compreensão do texto

O texto expressa verdades universais sobre o sacrifício de Jesus, o amor de Deus e a salvação do homem e faz isso de maneira clara e numenológica, não havendo portanto, nenhum aspecto fenomenológico que deva ser explicado.

Regra 11 – Estude o significado das palavras do texto.


O amor de Deus, conforme está expresso no versículo, constitui a essência do próprio Deus “porque Deus é amor” (João 4.8). Amar de tal maneira a ponto de oferecer o Filho Único em um sacrifício de cruz é amar incompreensivelmente.

O objeto do amor de Deus conforme o texto é o mundo. A palavra mundo (kósmos, no grego) pode ter vários significados como por exemplo: O mundo cósmico, a humanidade, o submundo do pecado, etc. Pelo sentido do texto, notamos que mundo aqui é a humanidade por quem Jesus morreu.

O verbo perecer significa estar “entregue à miséria eterna” (Thayer). Além disso, perecer no versículo estudado, faz antítese com vida eterna, logo, significa a morte eterna (Ap 20.13-15).


3. Conclusão (Regra 12 - Retire do textos suas verdades temporais e intemporais)

a - Deus ama os homens com um grandíssimo amor.

b - Deus foi capaz entregar o seu Filho ao sacrifício que resultou em morte, por causa deste amor aos homens.

c - O Filho que Deus ofereceu pela humanidade é o seu Filho Único.

d - O sacrifício de Jesus só tem poder na vida daquele que confia, descansa Nele e vive conforme o seu exemplo.

E - O sacrifício de Jesus livra o pecador da "miséria eterna."

F - O Sacrifício de Jesus tem poder de conceder a vida eterna.



ESCOLA DE MINISTERIOS



HERMENÊUTICA BIBLICA
EXEGESE DE Marcos 10:17-27






ALUNO: ARISTON DE BARROS GANDRA
PROFESSOR: RAFAEL NOGUEIRA DE ALMEIDA
29/05/2012

EXEGESE DE MARCOS 10:17-22

TEXTO: PARABOLA DO JOVEM RICO

Marcos 10:17 E, pondo-se Jesus a caminho, correu um homem ao seu encontro e, ajoelhando-se, perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
Marcos 10:18 Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus.
Marcos 10:19 Sabes os mandamentos: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás ninguém, honra a teu pai e tua mãe.
Marcos 10:20 Então, ele respondeu: Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude.
Marcos 10:21 E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me.
Marcos 10:22 Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.
Marcos 10:23 Então, Jesus, olhando ao redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!
Marcos 10:24 Os discípulos estranharam estas palavras; mas Jesus insistiu em dizer-lhes: Filhos, quão difícil é [para os que confiam nas riquezas] entrar no reino de Deus!
Marcos 10:25 É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.
Marcos 10:26 Eles ficaram sobremodo maravilhados, dizendo entre si: Então, quem pode ser salvo?
Marcos 10:27 Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.



INTRODUÇAO
REGRA 1
No contexto geral do texto em destaque, é importante chamarmos a atenção para o que realmente deve ser prioridade em nossos corações. O jovem rico queria alcançar a vida eterna, mas era incapaz de cumprir o primeiro mandamento, o de amar a Deus sobre todas as coisas.
Em Gênesis 22:2, Deus pede a Abraao o seu único filho, Isaque, a quem ele amava, para oferecê-lo em holocausto como prova do seu amor, temor e fé ao seu Deus. Abraão sendo fiel a Deus e o tendo em primeiro lugar em seu coração foi obediente e o Senhor lhe imputou isto como justiça.
Em I Samuel 1:11, Ana faz um voto ao Senhor pedindo a Ele um filho, e prometendo entregar-lhe assim que a criança nascesse. Ana provou sua fidelidade a Deus entregando Samuel, isto nos mostra que em primeiro lugar no coração de Ana estava o seu amor ao Deus de Israel.
Os cristãos primitivos também não tinham seus corações nos tesouros desta terra, antes vendiam seus bens para sustentar seus irmãos necessitados (Atos 2:45; 4:32).
No novo testamento temos grandes exemplos de homens que deixaram tudo para seguir a Jesus, a começar pelos seus próprios discípulos, em seguida, temos o exemplo de Estevão que entregou a própria vida por amor ao evangelho, também Barnabé, Silas e um grande exemplo também que é o apostolo Paulo.
O escritor do texto é Marcos . Ele apresenta Jesus como o Filho Servo. Ele foi criado em Jerusalém e pertenceu a primeira geração de cristãos. Teve a oportunidade ímpar de colaborar com no ministério de três apóstolos: Paulo, Barnabé e Pedro. Marcos obteve o conteúdo do seu evangelho através da sua associação com Pedro, escreveu-o em Roma e destinou-o aos crentes de Roma. Embora seja incerta a data especifica da escrita do evangelho segundo Marcos, é possível que seja o primeiro dos quatro Evangelhos a ser escrito.
Marcos em todo o seu livro dá numerosas referencias ao sofrimento como preço do discipulado, como vimos no capitulo 8:34, que cada um deve levar a sua própria cruz, negando a si mesmo para seguir Jesus. Da mesma forma como vimos também no texto em estudo, o jovem rico sendo confrontado a deixar tudo em prol do Evangelho. E no capitulo 13, Marcos nos escreve sobre o sermão profético à cerca do principio das dores, onde Jesus nos motiva a perseverar até o fim para sermos salvos, porque seremos perseguidos e odiados por amor do seu Nome.
No capitulo dez de Marcos, um pouco antes de Jesus se por no caminho onde teve o encontro com o jovem rico, Ele ficou indignado com os discípulos que reprendiam os que traziam as crianças para que Ele as tocasse, vendo isto dizia para que deixasse vir a Ele os pequeninos, pois dos tais era o Reino de Deus.
E Jesus pondo-se a caminho, um homem jovem correu para Ele, lhe chamando de Bom Mestre e lhe perguntando como faria para herdar a vida eterna. Primeiramente, Jesus lhe corrigindo dizia como homem, que não existe ninguém que seja bom, senão um que é Deus.
Em seguida, conhecendo o coração do jovem rico, falou acerca dos mandamentos que são aparentes, pois sabia que estes, o jovem guardava desde a sua mocidade. Porem, Jesus lhe disse que faltava-lhe uma coisa: vender tudo que possuía e dar aos pobres para ter um tesouro no céu, e fazendo isto estaria apto para segui-lO. O jovem ficou contrariado com a resposta de Jesus, pois amava mais o que possuía do que a Deus.
Então Jesus conversando com seus discípulos explica-lhes que o dinheiro estava impedindo a salvação daquele jovem e que é necessário um milagre para uma pessoa rica receber a salvação, mas “Para Deus tudo é possível”.
Terminando de dar instruções aos discípulos sobre este assunto, subiram para Jerusalém. E Jesus começou a dizer aos doze sobre as coisas que lhe deviam sobrevir. Disse-lhes que seria entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, e o condenariam a morte, sofreria açoites e humilhações e o matariam, mais ao terceiro dia ressuscitaria.

DESENVOLVIMENTO
REGRA 2 – OBJETIVO DO TEXTO
O texto estudado tem como objetivo nos ensinar que o nosso maior tesouro não esta aqui nesta terra, não esta em bens materiais e nem em pessoas como filhos ou família, mas esta no céu que é a Vida Eterna.
Para seguirmos Jesus precisamos renunciar e negar a si mesmo, morrendo para este mundo, perdendo a sua vida aqui para ganhá-la na eternidade. Só seremos verdadeiramente discípulos se permanecermos fieis a Palavra que Jesus nos ensinou.

REGRA 3 – CRISTOCENTRICO
No texto em analise vemos a disposição de Jesus para com o jovem rico, em ensinar-lhe como fazer para alcançar a vida eterna, mesmo que Jesus conhecia o seu coração o amou mostrando-lhe que o único Caminho para a vida eterna seria justamente a única coisa que aquele jovem não seria capaz de fazer, que é amar a Deus sobre todas as coisas.
Jesus nos mostra em Sua Palavra que todo aquele que Nele crer terá a vida eterna e não será por obras, mas pela graça por meio da fé “porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vos é dom de Deus” Ef 2:8. O sacrifício de Jesus torna o reino de Deus acessível ao homem que crê Nele. É por isso que Ele se auto denomina O Caminho pelo qual o homem vai ao Pai (Rafael Nogueira).
REGRA 4 – CONTEXTO HISTORICO, CULTURAL GEOGRAFICO
Jesus viveu em uma época em que os judeus ansiavam pela libertação do jugo romano, já que viviam sob forte opressão econômica, social e política. Havia uma profunda crise dos valores tradicionais. Por isso, os judeus aguardavam a chegada do Messias, que, como enviado de Deus, deveria liderar uma revolução capaz de expulsar romanos e derrubar a corrupta dinastia herodiana, restaurando o legitimo reino de Israel.
Os seguidores de Jesus o reconheceram como o Messias, conforme previsto pelos profetas. Contudo, a dificuldade do povo em geral em aceitar Jesus como um pacificador, um homem que pregava o amor ao próximo, o perdão aos inimigos ao invés do guerreiro que viria restaurar o esplendor de Israel, não permitiu a imediata assimilação de seus ensinamentos.
Porém, na condição de Messias, ele foi recebido em triunfo em Jerusalém, em sua última semana de vida. Mas o desenrolar dos acontecimentos frustrou essa expectativa de revolta armada. Os inimigos de Jesus (especialmente os saduceus) souberam então explorar a frustração popular que acabou por condena-lo à morte.
No encontro de Jesus com o jovem rico, Ele se encontrava no território da Judéia, se tratava de uma província do Império Romano, que se estabeleceu no território do Oriente Médio, habitado e governado anteriormente pelos Judeus. Ela faz parte das principais regiões da Palestina. Tem como capital a cidade de Jerusalém. Possuía cerca de 25.000 habitantes, e durante as festas 180.000 peregrinos a visitavam. Sua maior fonte de riqueza era a agricultura e todo comercio era controlado pelo sistema de impostos do sistema Império Romano.

REGRA 5 – FORMA LITERARIA DO TEXTO
O texto consiste de um trecho da biografia de Jesus. Nele o Mestre nos ensina através de um dialogo com um jovem rico O Caminho da salvação, e este encontro constitui-se numa doutrina. Temos, portanto um texto doutrinário dentro de um contexto histórico biográfico.

REGRA 6 – DISPENSAÇAO DO TEXTO
O texto está em transição da dispensaçao da lei para dispensaçao da graça. O próprio Jesus Cristo começou esta dispensaçao. Jesus inaugurava um Novo Tempo, onde traria a liberdade pelo Evangelho, estabelecendo uma igreja e a revestindo de poder para continuar a obra que Ele começou.

REGRA 7 – O POVO A QUEM SE DESTINA O TEXTO
Marcos escreveu seu evangelho especificamente ao povo Romano segundo estudiosos da época. O texto em foco se destina a um jovem rico, mas é de aplicação geral e intemporal, pois trata de como poderemos alcançar a vida eterna que é buscando em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua Justiça.

REGRA 8 – ANALISE DA POSTURA ESPIRITUAL DOS DESTINATARIOS DO TEXTO
Primeiramente ao jovem rico, um homem religioso, que dentro da sua concepção religiosa se julgava bom, pois guardava os mandamentos, porém os externos. O interno e o mais importante mandamento ele não era capaz de obedecer, que seria amar a Deus mais do que as riquezas que possuía. Em seguida, estão os discípulos, estes, já haviam deixado tudo para seguir a Jesus, e se preocupavam em serem salvos.

REGRA 9 – ANALISE DOS PERSONAGENS DO TEXTO EM ESTUDO
Jovem rico - O jovem rico pensara que amava a Deus até que Jesus lhe revelou seu ídolo e demonstrou-lhe que estava fazendo de suas posses um deus. Ele viera a Cristo para perguntar: "O que me falta?" A resposta foi: "Vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos Céus; depois, vem e segue-Me." Luc. 18:22
Só lhe faltava desprender das coisas matérias, isto não significa que temos que ser pobres para servir a Jesus, mas que Jesus seja o primeiro em nossa vida.
Os discípulos - eram homens comuns a quem Deus usou de maneira extraordinária. Entre os 12 estavam pescadores, um coletor de impostos, um revolucionário. Os Evangelhos registram as constantes falhas, dificuldades e dúvidas destes doze homens que seguiam a Jesus Cristo. Após testemunharem a ressurreição e a ascensão de Jesus ao Céu, o Espírito Santo transformou os discípulos/apóstolos em homens poderosos de Deus que “viraram o mundo de cabeça para baixo” (Atos 17:6). Qual foi a mudança? Os 12 apóstolos/discípulos haviam “estado com Jesus” (Atos 4:13). Que o mesmo possa ser dito de nós!
Jesus – Jesus de Nazaré ou Jesus da Galileia. Nasceu em Belém com o nome de Yeshua bem(bar)-Yoseph, ou seja, Jesus filho de José. Os seus ensinamentos serviram para como fundamento da religião cristã. A sua influencia também é marcante em outras religiões, como as de origem gnósticas e espiritualistas. Seus discípulos o chamavam de Messias, ou “Ungido de Deus”.

REGRA 10 – ASPECTO FENOMENOLOGICO QUE DIFICULTA A COMPREENSAO DO TEXTO
Há no texto um aspecto fenomenológico da parte do jovem rico, por ter se dirigido a Jesus Cristo como apenas um bom mestre. Ele olhou para Jesus como sendo Ele apenas um homem comum. Mesmo sendo religioso e observador da Lei Mosaica, não foi capaz de vê-lO como o Cristo, o Messias prometido, da raiz de Davi, Filho de Deus, o Único Caminho para a vida eterna.

REGRA 11 – SIGNIFICADO DAS PALAVRAS DO TEXTO
Mestre – Professor de grande saber
Vida Eterna – Viver para sempre com Jesus nas mansões celestiais, e isto só será alcançado pela Salvação em Cristo Jesus, por meio da fé.
Mandamentos – Ordenanças de Deus dadas a Moisés para todo povo judeu.
Tesouro – O que é muito precioso e estimado
Reino de Deus - um governo real e/ou universal de Deus estabelecido no Céu e também na Terra completamente renovado no fim dos tempos, no dia do Juízo final e com existência eterna.
Discípulos – No sentido real da palavra seria um aluno ou seguidor, mas para Jesus só é verdadeiramente seu discípulo aquele que permanece na Sua Palavra.

REGRA 12 – VERDADES TEMPORAIS E INTEPORAIS DO TEXTO
1. Jesus pondo-se a caminho correu para Ele um homem que se ajoelhou diante dele. V 17 – (V.I)
2. O jovem lhe perguntou o que deveria fazer para herdar a vida eterna. V 17 – (V.I)
3. Jesus lhe respondeu que não há nenhum homem bom, senão um, que é Deus. V 18 – (V.I)
4. Jesus lhe fala dos mandamentos sabendo Ele que o jovem os conhecia. V 19 – (V.I)
5. O jovem fala pra Jesus que guardava os mandamentos desde a sua mocidade. V 20 – (V.T)
6. E Jesus o olhou com amor, e lhe disse que lhe faltava uma coisa, que era vender tudo que tinha, dar aos pobres, assim ele teria um tesouro no céu. V 21 – (V.I)
7. O jovem ficou contrariado com estas palavras, e retirou-se triste, porque possuia muitas propriedades.v 22 – (V.T)
8. Jesus diz aos discípulos que será difícil um rico entrar no céu. V 23 – (V.I)
9. Os discipulos se admiraram destas palavras, e Jesus torna-lhes a dizer que será muito difícil para os que confiam nas riquezas entrar no Reino de Deus. V 24 – (V.I)
10. Jesus disse também que é mais fácil passar um camelo no buraco de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus. V 25 – (V.I)
11. Os discipulos se adimiravam ainda mais e perguntavam entre eles quem poderá então ser slavo. V 26 – (V.I)
12. Jesus olhou para eles e lhes disse que para o homem seria impssível ser salvo, mas não para Deus, porque todas as coisas são possíveis para Deus. V 27 – (V.I)


TRABALHO DE HERMENÊUTICA
EXEGESE DE MARCOS 3: 1-6
ALUNOS:
ADRIANO SILVA BARBOSA
WANDERSON ZANONI

Evangelho de Mc 3: 1 - 6

1 Outra vez entrou numa sinagoga, e estava ali um homem que tinha uma das mãos atrofiada.
2 E observavam-no para ver se no sábado curaria o homem, a fim de o acusarem.
3 E disse Jesus ao homem que tinha a mão atrofiada: Levanta-te e vem para o meio.
4 Então lhes perguntou: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? Salvar a vida ou matar? Eles, porém, se calaram.
5 E olhando em redor para eles com indignação, condoendo-se da dureza dos seus corações, disse ao homem: Estende a tua mão. Ele estendeu, e lhe foi restabelecida.
6 E os fariseus, saindo dali, entraram logo em conselho com os herodianos contra ele, para o matarem.


Regra 1 – A Bíblia interpretada por ela mesma
a) Contexto Bíblico Geral
O texto mostra o quão significante é a expressão do amor de Deus pela humanidade. O desígnio do Pai era que o Reino acontecesse de maneira efetiva na vida das pessoas, resgatando-as de tudo quanto pudesse mantê-las cativas. Em toda a Bíblia Deus se manifesta através de teu Filho para que isto seja efetivamente realizado. As manifestações de Deus curando pessoas são grandiosas. Deus curou Abimeleque em resposta à oração de Abraão. Gênesis 20.17; Curou Mirian da lepra, quando Moisés suplica. Números 12.10-15; As pessoas feridas pelas serpentes no deserto eram curadas ao olhar para a serpente de Metal, mas a cura era divina. Números 21.5-9; João 3.14,15; Jeroboão sarou em resposta a oração do homem de Deus. I Reis 13.4-6; quando Elias clamou ao Senhor o filho da viúva ressuscitou da morte. I Reis. 17.17-24; A cura do General Naamã. II Reis 5.1-17; Pela oração foi prolongada a vida de Ezequias por mais 15 anos. II Reis 20.5; Davi cantou ao ser curado. Salmos 30.2,3.


A doença quando presente é uma forma de limitação da força vital concedida a cada ser humano. Libertar-se dela é sinal de resgate do dom original de Deus. Por isso, quando se tratava de recuperar a saúde de alguém, Jesus passava por cima de todas as convenções religiosas. Cura do filho do Oficial (Jo 4.46-54); Cura do paralítico de Betesda (Jo 5.1-9); Libertação do Endemoninhado (Lc 4.31-36); Cura da sogra de Pedro (Mt 8.14,15); Purificação do leproso (Mt 8.2-4); Cura do paralítico (Mc 2.3-12); Cura do criado do centurião (Lc 7.1-10); Cura da mulher enferma (Mt 9.20-22); Ressurreição da filha de Jairo (Lc 8.41,42,49-56); Cura de dois cegos (Mt 9.27-31); Cura da filha da Cananéia (Mt 15.21-28); Cura de um surdo e gago (Mc 7.31-37); Cura do cego de Betsaida (Mc8.22-26). Deus ainda, expressa o seu intenso amor por nós e nos dá a garantia da vida através do teu Filho amado em contraposição ao mal. “O ladrão, não vem senão para matar, roubar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.” (João 10:10)
O incomensurável e incansável amor de Deus (Jo 3.16) não faz acepção de pessoas. (Rm 2.11 e At 10.34). Que chance teria esse homem da mensagem se não tivesse sido visto por Jesus? Será que teria acesso ao templo? O Espírito Santo anda por onde quer, quem por acaso encaminhou aquele homem até lá se não o próprio Espírito?“Quem de vós que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? E depois de encontrá-la, a põe nos ombros, cheio de júbilo, e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido”. (Lc 15, 4-6)


É sempre um desafio tentar elucidar a vontade desse Espírito que nos move. Deus se revela nos empurrando, no entanto, de vontade própria, empacamos. Reflitamos que esse homem de hoje, não teme o chamado e lhe dá a mão.
O Espírito Santo não permite que aqueles a quem impulsionemos desistam a não ser que queiramos assim. Nenhum de nós foi chamado a desistir de seus sonhos ou dos planos de Deus, tão pouco a sermos coadjuvantes nas nossas vidas. Deus nos chama para o meio, assim como chamou aquele homem, para sermos protagonistas todo dia e com todo empenho.
“Pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai! O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados. Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada”. (Romanos 8, 14-18)
É preciso continuar, mesmo em meio às adversidades, enfrentá-las, pois aqueles que se destacam, aos olhos do Pai, são os mesmos que não se rendem facilmente. Se o que pretendemos construir é um mundo novo, uma cidade ou um bairro melhor, precisamos começar com uma atitude corajosa que é acreditar. Visto assim o próprio exemplo de Cristo em sua missão redentora na terra.

“Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou com as nossas dores... E, nós o reputavamos por aflito, ferido de Deus e oprimido e ele foi ferido por causa dos nossos pecados, moído por causa da nossa iniquidade, o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados." (Is 53.4-5)
Outra questão importante é o exemplo da mão mirrada que ficou sã como a outra (Mt.12:13). Quem tem uma fé ressequida deve olhar para Cristo e para aqueles que foram exemplos de fé, crendo que isto não é um privilégio de alguns, mas está à disposição de todos, pois Deus não faz acepção de pessoas. “Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.” (Rm.2:11)
A cura divina está na provisão da expiação de Cristo. Is 53.4,5; Mateus 8.16,17; I Pedro 2.24. A morte expiatória de Cristo foi um ato perfeito e suficiente para a redenção do ser humano total - espírito, alma e corpo. Assim como o pecado e a enfermidade são os gigantes gêmeos, destinados por Satanás para destruir o ser humano, assim também o perdão e a cura divina vêm juntos como bênçãos irmanadas, destinadas por Deus para nos redimir e nos dar saúde. Salmos 103.3; Tiago 5.14-16. Hoje devemos prosseguir com humildade e fé e apropriar-se da plena provisão da expiação de Cristo, inclusive a cura do corpo.


b) Contexto Mediato
O evangelho de Marcos é o segundo livro do Novo Testamento, é considerado o evangelho mais curto da Bíblia, possui 16 capítulos e conta a história de Jesus de Nazaré. É considerado pelos eruditos um dos três evangelhos sinópticos. O evangelho narra o ministério de Jesus, desde seu batismo por João Batista até sua ascensão.
A tradição cristã primitiva atribui a Marcos, o evangelista, também conhecido como João Marcos, companheiro de Pedro, o autor deste evangelho, de quem se diz ter baseado este trabalho sobre o testemunho de Pedro. O evangelho de Marcos é muitas vezes considerado a fonte primária de informações sobre o ministério de Jesus. O evangelho foi escrito em grego koiné logo após a destruição do segundo templo de Jerusalém no ano 70 d.C., possivelmente na Síria.
Marcos escreveu principalmente para um público gentio, de língua grega e residentes do Império Romano. O evangelho de Marcos é diferente dos outros evangelhos em vários detalhes, na linguagem e no conteúdo. Sua teologia é única.
No evangelho de Marcos, além da cura da mão ressequida, em estudo, vimos as citações também de outras curas e milagres realizadas por Jesus, porém nada que repita este mesmo gesto de cura em relação a mão neste livro.

c) Contexto Imediato
Após Jesus se envolver em várias discussões com os fariseus sobre o sábado, Ele entra novamente (Mc 1.21) na Sinagoga, que fica na cidade de Cafarnaum, e viu ali um homem que tinha uma mão ressequida, viu também os fariseus que queriam confrontá-lo novamente a respeito da desobediência à Lei de Moisés e ficaram observando se Jesus iria curar o homem no sábado.
É Jesus, que toma a iniciativa e que faz alguns questionamentos sobre atitudes tomadas no sábado. E cheio de sentimentos diversos, por que eles não queriam entender, chama o homem da mão mirrada para o meio e lhe diz: - Estenda a sua mão!
Jesus cura a mão daquele homem.
Logo depois os fariseus e os herodianos saíram daquela sinagoga para começarem juntos a fazer planos para matar Jesus.

II – DESENVOLVIMENTO
  Regra 2 – Descubra o objetivo do texto.
O texto analisado tem por objetivo descrever o quanto que Deus quer que o seu povo conheça a Sua verdadeira vontade em relação à Lei aplicada. Mostrar o quanto Jesus, servo, se colocava à disposição do Pai e cuja vontade Ele estava sempre pronto para cumprir. E ainda, revelar os preparativos da morte de Jesus, por parte daqueles que discordavam da verdade anunciada.

Regra 3 – Tenha sempre em mente o assunto central das escrituras.

No texto em análise, vemos Jesus diante de um conflito continuado a respeito do dia de sábado perante os fariseus e os herodianos na sinagoga, que ficava na cidade de Cafarnaum. Jesus os confronta de forma sábia e os coloca sempre a frente de um questionamento franco e cheio de possibilidades. “Então lhes perguntou: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida ou matar? Eles, porém, se calaram.” (Mc 3.4)

Jesus, mesmo movido por sentimentos que não lhe eram tão peculiares, como a tristeza e a raiva, se solidariza daquele homem e toma uma decisão em favor da vida, resgatando-a. Jesus estabelece algo novo, diferente. “Jesus, porém, ouvindo isso, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos; eu não vim chamar justos, mas pecadores”. (Mc 2.17)



Jesus demonstra sempre a sua autoridade. Autoridade que foi dada por Deus e é nessa fase que estão os primeiros relatos sobre o poder de Jesus para curar e para perdoar pecados. Em Marcos 2.1-12 surgem os primeiros debates com os fariseus e Jesus contesta as tradições vazias do judaísmo. Ele afirma que é senhor do sábado e mostra sua divindade porque tem autoridade sobre os demônios, Mc 3.11 e Mc 5.1-20, sobre a natureza, Mc 4: 35-41 e sobre a morte, como no caso da ressurreição da filha de Jairo, Mc 5.21-24 e 35-43.
Jesus se apresenta no Evangelho de João 14.1-12, como “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6). Jesus se propõe como caminho da vida, como o caminho do futuro. “Jesus é o segredo para se conseguir a meta proposta por Deus, é o ponto de partida para a construção do mundo novo, por isso quem é de Jesus “é a raça escolhida, o sacerdócio real, a nação santa, o povo que ele conquistou, para proclamar as maravilhas daquele que chamou vocês das trevas para a sua luz maravilhosa” (1Pd 2. 9)

Regra 4 – Tome consciência do contexto histórico – cultural - geográfico.
O ocorrido se dá em uma cidade chamada Cafarnaum, considerada uma cidade bíblica que ficava na margem noroeste do Lago Kineret - Mar da Galiléia, 2,5 km a nordeste de Tagba e a uns 15 km ao norte de Tiberíades, próximo de Betsaida, terra natal de Simão Pedro e da cidade de Corozaim e foi o centro do ministério do Salvador na Galiléia (Mt 9. 1-2; Mc 2.1-5).
Cafarnaum era conhecida como a cidade de Jesus, pois realizou muitos milagres neste lugar. Curou muitas pessoas (Mc 1. 32-34), incluindo um servo do cinturião (Lc 7.1-10), a sogra de Pedro (Mc 1.21, 29-31), o paralítico cujo leito foi baixado através do telhado (Mc 2.1-12). Aqui Jesus expulsou espíritos maus (Mc 1.21-28, 32-34), levantou dos mortos a filha de Jairo (Mc 5.22-24, 35-43) e proferiu o sermão sobre o Pão da Vida na sinagoga de Cafarnaum (Jo 6.24-59).
Os fariseus observavam Jesus por causa do que Ele fazia no sábado, e se estava conforme o que estava escrito na Lei. “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.” (Ex 20.8) “Sábado de descanso vos será, e afligireis as vossas almas; desde a tardinha do dia nono do mês até a outra tarde, guardareis o vosso sábado.” (Levítico 23.32).Este é o aspecto cultural- religioso a ser considerado neste texto. No velho testamento Deus ordenou aos israelitas que santificassem o dia do sábado e não trabalhassem neste dia.


No Novo Testamento instituiu-se um novo tempo, um tempo de graça, em Efésios 2:14-15 está escrito: "Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derrubado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse em si mesmo um novo homem, fazendo a paz." Esta passagem mostra que Cristo aboliu a "lei dos mandamentos".
Em Romanos 7:4-7 "Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, e deste modo frutifiquemos para Deus. Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei, operavam em nossos membros a fim de frutificarem para a morte. Agora porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra. Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás." Esta passagem claramente diz que morremos para a lei e estamos, portanto, "libertos da lei".
Portanto, Jesus mostra um novo sentido para a Lei através do exercício de seu ministério, Ele mostra uma nova perspectiva de amor para as pessoas que necessitavam de alívio em suas vidas e a libertação de suas prisões físicas, em um lugar cheio de carências sociais e materiais.

Regra 5 – Procure reconhecer a forma literária do texto.
O referido texto é histórico e foi escrito para narrar os acontecimentos daquela segunda visita significativa de Jesus a Sinagoga de Cafarnaum, onde Ele percebe que naquele lugar estavam algumas pessoas a espiá-lo sobre suas ações de cura em dia de sábado o que gera um intenso debate sobre como proceder neste citado dia. Narra ainda a existência de um homem que possui uma mão mirrada ou ressequida e que Jesus chamando-o para o meio, pois aquele homem estava a margem de tudo, pede-lhe que estenda a mão direita e a cura. Isto provoca os motivos suficientes para que os fariseus e herodianos começassem a tramar a morte do Messias.

Regra 6 – Dispensação Bíblica
Este texto do Evangelho de Marcos está na transição da dispensação da lei para a dispensação da Graça. A morte sacrifical do Senhor Jesus introduziu no mundo a Dispensação da pura Graça, que quer dizer favor imerecido de Deus dando justiça em vez de exigir justiça, como quando sob a Lei. A salvação perfeita e eterna é agora oferecida graciosamente, tanto ao judeu como ao gentio, sendo a fé condição única. (Jo. 6:29, 47: 5:24; 10:27,28; Ef. 2:8,9). O resultado predito desta prova do homem sob a graça é o juízo sobre o mundo incrédulo e uma Igreja apóstata. (Lc.17:26-30; 18:8: II Ts. 2:7-12; Ap.3:15,16).
Vemos nesta passagem bíblica uma atitude firme e cheia de autoridade de Jesus perante aqueles homens incrédulos e cheios da arrogância religiosa, mas Jesus prova o seu amor por aquele homem da mão ressequida, curando-o e trazendo-o para o convívio normal da sociedade. Pois seu objetivo maior é a salvação da humanidade, trazendo a vida para todos e pela graça manifestar toda sua glória.

Regra 7 – Povo a quem se destina
A mensagem de Deus escrita nas Sagradas Escrituras se dirige especialmente para as Nações, Israel e a Igreja.
Jesus pregou o evangelho inicialmente ao povo Judeu. O texto estudado descreve a cura do homem - israelita e que tinha a mão ressequida, comprova-se isto pelo fato de que o mesmo estava dentro da Sinagoga de Cafarnaum em um dia de sábado. Jesus entrou na sinagoga no Sábado - Shabat, o sábado para o judeu tem um significado muito importante, mais importante que o domingo para nós cristão, e mais importante que a sexta feira para os mulçumanos. Contudo, ao manifestar toda a sua autoridade de Filho de Deus em relação aos fariseus e doutores da Lei, bem como, toda a sua misericórdia em relação aos homens necessitados, observa-se de modo geral, a aplicação da mensagem para todos os povos.

Regra 8 – A postura espiritual dos destinatários
O homem da mão atrofiada, é a quem se destina primeiro o texto em análise, era um judeu, que se encontrava em uma sinagoga num dia de sábado, um homem com um enfermidade terrível, sua mão direita estava secando a cada dia, observa-se a dificuldade que aquele homem estava enfrentando na sua vida, pois a mão direita dele estava inutilizada, conclui-se que estava difícil a vida daquele homem , pois a mão direita, supondo que ele seja destro, era a mão do apoio, a mão da realização, a mão da atitude, creio que sua vida financeira estava um caos, sem trabalhar sem sustento, ainda mais com a realidade de que não teria cura, seu caso não teria solução, um homem sem esperanças e sem perceber direito o que acontecia ali, naquele exato momento entre Jesus, os escribas e os fariseus.
Mesmo vendo suas chances reduzidas por motivo do perigo de descumprimento da lei, ele ganhou uma nova oportunidade através da graça manifesta por Jesus, o Filho de Deus. Ele talvez compreendeu que os legalistas não se importam com as pessoas ou como elas se encontram, eles buscam razões para criticar os que segundo eles não estão de acordo com a lei. Os legalistas são insensíveis aos problemas pessoais, mas preocupados com a letra. Jesus também está no templo, à visão Dele não é o exterior, daquilo que sai da boca, mas aquilo que está na alma. “Este povo honra-me com os lábios, mas seu coração está longe de mim”. (Lc 7.6)

Regra 9 – Analise os personagens do texto em estudo.
1º - Jesus
Vai pela segunda vez no dia de sábado até a Sinagoga de Cafarnaum para ensinar;
Chamou o homem da mão ressequida: “Levanta-te e vem para o meio”.
Questiona os fariseus: “É lícito no sábado fazer o bem ou fazer mal”? “Salvar a vida ou matar”?
Olhou com tristeza e indignação para os fariseus e condoeu-se da dureza dos corações daqueles homens.
Disse ao homem da mão ressequida: “Estende a mão”.
Curou a mão do homem e a deixou sã como a outra.

2º - O Homem da mão ressequida
Estava dentro da Sinagoga à sua margem;
Ouviu Jesus chamando-o para levantar-se e ir para o meio da Sinagoga;
Ele levanta, vai até Jesus e fica de pé no meio da Sinagoga;
Ouviu Jesus pedir que ele estendesse a mão ressequida;
O homem estendeu a mão doente;
Sua mão foi restituída, sã como a outra.



3º - Os fariseus

Observavam Jesus entrar na Sinagoga;
Espiavam para ver se Ele curaria no sábado a fim de o acusarem;
Ouviram o questionamento de Jesus sobre o dia de sábado: “É lícito no sábado fazer o bem ou fazer mal”? “Salvar a vida ou matar”?
Calaram-se diante do questionamento feito;
Viram que Jesus os olhou com tristeza e indignação por causa da dureza dos seus corações;
Saíram da Sinagoga e foram tomar conselhos com os herodianos para ver uma maneira de matar Jesus.

10ª Regra – Aspectos fenomenológicos
Os aspectos reais e fenomenológicos nos dão a clareza da manifestação de Deus por intermédio do seu amor e misericórdia.
No aspecto do númeno ou o real vemos que Deus opera no corpo daquele homem que está com a mão ressequida, restituindo-a e a torna sã como a outra mão.
No aspecto do fenômeno, o milagre aconteceu, dentro da Sinagoga, em pleno sábado. Poderia até ocorrer de alguém duvidar deste milagre, o que não ocorreu, visto que o homem ficou curado de sua enfermidade física (mão) e espiritual (incredulidade).

11ª Regra – O significado das palavras do texto

Sinagoga – “conduta, educação” é o local de culto da religião judaica, possui como o seu objeto central a Arca da Torá.
Em língua hebraica a sinagoga recebe o nome de beit knésset "casa de reunião".
Também pode ser chamada beit tefila, "casa de oração".
Em yiddish, o termo é šul ou shul, o que expressa o hábito de se referir à sinagoga como "escola".
Entre judeus reformistas é comum o nome de templo.
A sinagoga é apenas um instrumento da fé judaica. Embora relevante em seu papel, não constitui a parte central do judaísmo, pois ele não está alicerçado em qualquer instituição, mas na Torá, Escrita e Oral. A sinagoga é um local que contribui para a coesão da comunidade e é sagrado somente em virtude do uso que se faz dele, como as preces e o estudo religioso.


Aleijada – Deformada, mutilada, estropiada. Deturpada, adulterada. Magoada, ferida moralmente.

Ressequida – adj. Seco, desprovido de umidade. Magro, mirrado.

Mirrada – Tornar seco, definhado. Perder as forças, o viço, o vigor; definhar, emagrecer extremamente; encolher-se.


Lícito – adj. Que está de acordo com a lei; permitido. Honesto, correto: negócios lícitos.

Condoer-se – Mover à dor; despertar compaixão em. Compadecer-se.

Fariseus – Nome dado a um grupo de judeus devotos à Torá, surgidos no século II a.C.. Opositores dos saduceus, criam uma Lei Oral, em conjunto com a Lei escrita, e foram os criadores da instituição da sinagoga. Com a destruição de Jerusalém em 70 d.C. e a queda do poder dos saduceus, cresceu sua influência dentro da comunidade judaica e se tornaram os precursores do judaísmo rabínico.A palavra Fariseu tem o significado de "separados", " a verdadeira comunidade de Israel", "santos".

Herodianos – Era um partido político menor que favorecia a continuidade da dinastia de Herodes. Normalmente, eles e os fariseus eram arquiinimigos.

III – CONCLUSÃO      
12ª Regra – Listar as verdades temporais e atemporais do texto

1 – Jesus entra na Sinagoga de Cafarnaum outra vez para ensinar; (v.1)

2 – Estava ali na Sinagoga um homem com a mão direita mirrada; (v.1)

3 – Os fariseus observavam Jesus; (v.2)

4 – Espiavam para ver se ele curaria no sábado, a fim de o acusarem de estar transgredindo a lei; (v.2)

5 – Jesus diz ao homem da mão mirrada: ”Levanta-te e vem para o meio”.(v.3)

6 – Jesus pergunta aos fariseus: “É lícito no sábado fazer o bem ou fazer mal”? “Salvar a vida ou matar”? (v.4)




7 – E os fariseus se calaram diante da pergunta. (v.4)

8 – Jesus olhou para os fariseus com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração. (v.5)

9 – Disse ao homem da mão mirrada: “Estende a mão” (v.5)

10 – Ele estendeu e a sua mão foi restituída, ficou sã como a outra. (v.5)

11 – Os fariseus saíram da Sinagoga. (v.6)

12 – Os fariseus foram se encontrar e pegar conselhos com os herodianos para juntos tramarem a morte de Jesus. (v.6)


FIM

OBRIGADO!

INSTITUTO TEOLÓGICO SHALLOM / 26-08-2014 Leiziane Rodrigues Neto 2º período Exegese – Lc.5:17-26 - A cura de um paralitico 17. E aconteceu que, num daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, e da Judéia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava ali para os curar. 18. E eis que uns homens transportaram numa cama um homem que estava paralítico, e procuravam fazê-lo entrar e pô-lo diante dele. 19. E, não achando por onde o pudessem levar, por causa da multidão, subiram ao telhado, e por entre as telhas o baixaram com a cama, até ao meio, diante de Jesus. 20. E, vendo ele a fé deles, disse-lhe: Homem, os teus pecados te são perdoados.21. E os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus? 22. Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu, e disse-lhes: Que arrazoais em vossos corações? 23. Qual é mais fácil? dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda? 24. Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa. 25. E, levantando-se logo diante deles, e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa, glorificando a Deus. 26. E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus; e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje vimos prodígios. 1 - A Bíblia deve ser interpretada por ela mesma - Analise do contexto bíblico geral, mediato e imediato. Contexto geral. O texto lido evidencia mais um dos numerosos milagres realizados por Jesus, a cura de um paralítico, que, na ocasião, se deu devido ao empenho de seus companheiros que possibilitaram sua aproximação do Mestre, uma vez que o local onde se encontravam reunidos estava sobremaneira cheio, não sendo possível que o homem recebesse ali a cura almejada a menos que aqueles homens tivessem-no introduzido a casa por meio do telhado. Tal iniciativa de esforço e cooperação mútua seguido de um milagre pode ser observado em outros textos das sagradas escrituras, como vemostambém no livro de Marcos(cap.5 dos versos 25 ao 34) a história relatada de uma mulher que sofria a doze anos de uma enfermidade e fora curada por Jesus, ela se aproxima do mestre com certa dificuldade, devido a multidão que o seguia, mas a fé que aquela mulher tinha era tão grande que ela sabia que se apenas conseguisse tocar na orla das vestes de Jesus ela seria curada. Então ela se esforça, mesmo estando enferma e vai diante daquela grande multidão que os apertava, conseguindo assim chegar próximo a Jesus, e quando ela apenas toca em suas vestes, ela recebe sua cura. Jesus, vendo que de si saíra virtude, para e pergunta quem é que o havia tocado, seusdiscípulos, não compreendendo o milagre que havia acabado de acontecer diz a Ele que na verdade a multidão o apertava e muitos o tocavam, mas Jesus reconhece que naquele momento alguém o tocara com fé, e de si saiu virtude e o milagre aconteceu. É interessante também relatar o ocorrido na vida de um homem chamado Bartimeu(Lc.18.35-43), a Bíblia nos conta que este homem era cego e estava assentado a beira do caminho próximo a cidade de Jerico quando, ouvindo o barulho que o cercava, pergunta o que estava acontecendo e lhe é informado que Jesus estava passando por aquele caminho. Imediatamente ele começa a clamar pedindo que o Senhor se compadecesse dele, e mais uma vez vemos a barreira formada pela multidão que o repreende para que se calasse, mas ele necessitando que o Senhor o curasse clama ainda mais alto até que Jesus o ouve e, pedindo que o levassem até ele, o cura imediatamente e ele então torna a ver. Contexto mediato. O relato da cura do paralítico, mencionado no texto lido foi escrito pelo evangelista Lucas que, no grego, significa "aquele que traz a luz". Lucas tinha por profissão a medicina, como nos relata o Apostolo e seu amigo Paulo na carta escrita aos Colossenses ¨Saúda-vos Lucas, o médico amado, e Demas. (Cl.4:14). A proximidade do apostolo e do evangelista pode ser observada no livro de Atos(cap.27:1 e 28:15), também da autoria de Lucas, queacompanhou Paulo na viagem à Itália e usa constantemente o termo nós, se incluindo assim, na narrativa. ¨ E, como se determinou que havíamos de navegar para a Itália, entregaram Paulo, e alguns outros presos, a um centurião por nome Júlio, da coorte augusta. E de lá, ouvindo os irmãos novas de nós, nos saíram ao encontro à Praça de Ápio e às Três Vendas, e Paulo, vendo-os, deu graças a Deus e tomou ânimo¨. (At.27:1, 28:15) Nascido em Antioquia da Síria, Lucas era gentio e enquanto o evangelho de Mateus foi escrito por um judeu para judeus e Marcos foi escrito por um judeu para gentios, o evangelho de Lucas foi escrito por um gentio para os gentios. O livro foi destinado a Teófilo "que significa amigo de Deus", e a reverencia com que Lucas se direciona a ele leva a crer que era uma autoridade pública, um oficial romano. Lucas teria vistoemTeófiloa pessoa adequada para publicar sua obra entre os gentios, o que aconteceu conforme o esperado. Contexto imediato Textos anteriores nos revelam que pouco antes do ocorrido, Jesus teria passado por um dos momentos mais marcantes de seu ministério terreno, a tentação no deserto (Lc.4:1-13) naquela ocasião ele foi levado para ser tentado por satanás e tendo jejuado por cerca de 40 dias venceu a afronta do inimigo pelo poder da palavra, que o mesmo havia usado para desafia-lo. Observa-se então a importância do conhecimento profundo das escrituras para que se possa vencer todos as afrontas que porventura sobrevierem aos servos do Deus vivo. Logo após vencer a tentação no deserto Jesus percorre as cidades da Galileiaensinando e operando curas em meio aos que criam em seu poder, Ele então passa pelas cidades de Nazaré, Cafarnaum até se deparar com o paralítico próximo a região do lago de Jenezaré. Após cura-lo diante de todos os presentes que o ouviam Jesus se retira do meio deles e algum tempo depois profere um de seus sermões mais conhecidos, o grande sermão da montanha (Lc.6:17-49) 2 - Descubra o objetivo do texto. O evidente poder de Jesus mediante a fé tanto do paralitico quanto de seus companheiros deixa claro a importância de nos empenharmos na fé que gera resultados palpáveis, como, a atitude de alguns amigos que descem um homem pelo telhado na certeza de que seus esforços não seriam em vão pois o amigo receberia a cura através da pessoa de Jesus Cristo, e a convicção plena do paralitico que se submete a tal situação até mesmo um tanto arriscada devido à altura por onde o fizeram entrar à casa. 3 - Tenha sempre em mente o Assunto Central das Escrituras. É extremamente cativante notar a forma com que Jesus se relaciona com o paralitico em questão, havia a necessidade aparente de uma cura na vida daquele homem que estava sobre um leito de enfermidade, e naquele momento dependia de terceiros para que pudesse se achegar a Jesus, que, ao vê-lo e perceber a fé daqueles que o levavam direciona a ele sua palavra dizendo ¨Homem os teus pecados te são perdoados¨(Lc.5:20). Note que Jesus volta sua atenção para a necessidade espiritual daquele moço, uma vez que, como conhecedores da palavra de Deus se tem consciência de que, a enfermidade é um dos resultados diretos causado pelo pecado original que passou a todos os homens. Então Jesus em sua infinita graça e poder libera perdão de pecados sobre a vida do paralítico,demonstrando assim que o filho de Deus tem todo poder sobre a terra para perdoar pecados,¨E, vendo ele a fé deles, disse-lhe: Homem, os teus pecados te são perdoados. (Lc. 5:20). ¨Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa¨. (Lc. 5:24),pois, Ele se sacrificou e pagou com preço de sangue, carregando em seu próprio ombro o peso para que todo julgo que estava sobre a humanidade fosse aniquilado ali na cruz. Jesus Cristo é o Único que nos purifica de todo pecado e nos reconcilia com o Pai garantido assim a vida eterna. 4–Tome consciência do contexto histórico-cultural-geográfico O texto é direcionado aos fariseus e aos doutores da lei (Lc.5:17). Fariseus era um dos grupos que povoavam a estrutura política e religiosa da Palestina na época de Jesus, eles faziam a política dos sacerdotes de Jerusalém e das classes ricas e conseguiam manipular o povo e exercer autoridade sobre ele, conheciam e estudavam a lei que obedeciam cegamente, e os mandamentos de Moisés. Na época de Jesus se consideravam os donos da consciência do povo, Jesus constantemente debatia com eles. Os doutores da lei que aparecem várias vezes nos Evangelhos, são pessoas que dedicavam a própria vida a estudar a Lei, eram Mestres de coisas relacionadas com a religião e sabiam de cor os textos bíblicos. 5 - Procure reconhecer a forma literária do texto. A forma literária do texto é mista, pois, trata-se de um relato histórico e biográfico, uma vez que, o mesmo, narra um ocorrido durante o ministério de Cristo. 6 - Localize o texto numa das dispensações bíblicas. Sendo as dispensações bíblicas compreendidas como um período de tempo em que Deus trata com o homem de um modo específico, pode-se afirmar que o relato em questão citado no livro de Lucas acontece na dispensação da graça, que teve início após a morte do último profeta que foi Joao Batista. 7 - Considere o texto sob a ótica do povo a quem se destina. Embora o relato seja aplicado a toda Igreja, inclusive dos dias atuais, devido ao grande testemunho de fé e demonstração de poder contidos no texto, naquele momento, percebe-se que Jesus direcionava a sua palavra e seus ensinamentos a um povo específico,os Judeus, que defendiam a todo custo a Lei de Moisés, contidas no velho testamento, e procuravam a todo tempo desafia-lo em tudo que dizia, pois se tratava de homens religiosos que não compreendiam a Graça e por isso se opunham a Jesus. ¨Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam¨. (João 1:9-11) 8 – Analise a postura espiritual dos destinatários do texto. Do verso vinte e um em diantevemos uma postura questionadora dos ouvintes que ali estavam. A dificuldade de crer em um Deus vivo que opera milagres era notória na vida daqueles homens, mas Jesus em sua onisciência conhecendo o que havia em seus corações pergunta-os por qual motivo questionavam sua ação e porque tinham tanta dificuldade em crer nas palavras que Ele dissera ao paralitico? Logo em seguida, manda que aquele homem se levante e torne para sua casa curado, o que ele ouvindo, o fez imediatamente glorificando a Deus pela cura que acabara de receber, o que causou espanto e grande temor naqueles que anteriormente não criam, e estando maravilhados pelo que acabavam de presenciar diziam ¨Hoje vimos prodígios¨ (Lc.5:26c) Embora o discípulo Tomé seja por vezes lembrado por sua incredulidade, sabe-se contudo que ao longo da história é possível se deparar com homens e mulheres que julgam-se conhecedores da verdade mas ainda não tiveram contato direto com O Deus do impossível. O que leva o homem a receber a cura, ou seja qual for o objetivo almejado, é a fé que o impulsiona a buscar,assim como na passagem do paralítico que fora curado por Jesus, não é preciso ver o milagre de imediato, e sim saber que o Dono de todo poder para realiza-lo esta constantemente ao nosso lado. 9 - Analise os personagens do texto em estudo. Temos no texto em questão a presença de fariseus, doutore da lei e escribas que formavam a multidão de ouvintes ao redor de Jesus, estavam ali no intuito de saberem o que ele tinha a dizer e se de fato era coerente com a lei de Moisés, no entanto, a preocupação deles com o cumprimento da lei era tanta que não se deram conta que ali havia um homem necessitando de uma cura, tanto física quanto espiritual, eram pessoas que ouviam, assentadas, imersas em suas próprias convicções e princípios, alheias às necessidades que as cercavam. De contrapartida notamos a presença de alguns homens que possibilitaram o acesso do paralítico até Jesus, não estavam ouvindo, mas sabiam Quem estava falando e o que podia fazer, não viam possibilidades viáveis para entrar à casa, mas superaram expectativas e não mediram esforços para levar o necessitado até Jesus. A Bíblia não relata sequer os seus nomes, mas conta em detalhes os frutos de suas mãos e deixa claro que foram canais decisivos para levarem o homem até Jesus Temos ali também a presença do próprio paralitico que vivia o sofrimento de uma invalidez, uma vida totalmente dependente, desprovida de certos benéficos comuns na vidade uma pessoa saudável, mas que estava cercado de pessoas que o amavam e batalhavam juntamente com ele, e, não poderia deixar de citar a fé daquele homem que se submete a tal situação e não teme, antes, se lança com esperança e fé para alcançar seu objetivo, a cura. Temos ainda, a presença do próprio mestre, Jesus, que estava ali compartilhando da palavra, e que, vendo a fé que havia naqueles homens, para o seu discurso e proporciona-lhes algo além do que teriam ido buscar, a salvação, pois quem tem um encontro com o Mestre de maneira nenhuma retorna para a casa da mesma forma, e antes mesmo que o homem fosse curado ele foi perdoado de seus pecados e ali se tornou uma nova criatura, livre de todo julgo. Pois ele se encontrou com Jesus. A quem você tem se assemelhado? Judeus - multidão, barreira, conhecedores sem pratica. Aos amigos do paralitico – facilitando o acesso das pessoas até Jesus com seu testemunho e atos significativos no Reino de Deus. Ou de repenteestá na posição do enfermo - necessitando se achegar a Jesus e lançar sobre Ele todo peso que tem levado em si,alcançado assim refrigério e a vida eterna. 10 – Verifique se há algum aspecto fenomenológico que dificulte a compreensão do texto. O aspecto fenomenológico ocorrido no texto, encontra-se no versículo vinte e dois, em que Jesus usando de sua forma divina - pois era 100%homem e 100%Deus - é capaz de decifrar o que havia nos pensamentos dos que O ouviam. ¨Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu, e disse-lhes: Que arrazoais em vossos corações¨? (Lc.5:22). Ele sabia o que havia no coração dos escribas e fariseus que estavam ali e a intenção negativa que tinham em relação a Ele. Mas tais homens ficaram perplexos diante do milagre e da autoridade que puderam contemplar na pessoa de Jesus, como o Filho de Deus. 11- Estude os significados das palavras do texto. Virtude: É uma qualidade moral particular e vem do grego e latim. Virtude é a disposição de um indivíduo de praticar o bem; e não é apenas uma característica, trata-se de uma verdadeira inclinação, virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o caminho do bem. Arrazoar: Apresentar razões: arrazoar a causa perante o juiz. Altercar, argumentar. Blasfêmia: É uma ofensa a uma divindade. É um insulto a uma religião ou a tudo que é considerado sagrado. É a difamação do nome de um Deus. Maravilhado: Ficar atônito, assombrado, fazer uma pessoa perder os sentidos por alguns momentos devido a um forte sentimento como medo, admiração ou até mesmo Júbilo. Temor: Medo, susto, reverência, respeito. Prodígio: Coisa sobrenatural. Coisa ou pessoa anormal. Maravilha; milagre. 12 - Retire do texto suas verdades temporais e intemporais. Verdades temporais: ¨Quem pode perdoar pecados, senão só Deus? (Lc.5:21b).Os Judeus,até aquele momento,só conheciam a lei e não tinham entendimento da graça de Deus revelada através de seu Filho Jesus. No velho testamento não havia a presença de Cristo como mediador da humanidade, sendo assim, eles conheciam apenas uma verdade temporal, que somente Deus perdoava pecados, mas seus olhos foram abertos naquele momento e puderam glorificar a Deus. Verdades intemporais: A fé gera ação pratica Jesus perdoa pecados Jesus salva É preciso fé para que aja milagre Jesus cura A multidão que se encontra próximo a Jesus muitas vezes se coloca como barreira a não como canal na vida daqueles que necessitam ter um encontro com o Mestre POR FAVOR, DEIXE SEU COMENTÁRIO NA PÁGINA INICIAL.